domingo, 27 de outubro de 2013

O autor

Nosso primeiro contato com a vida é em meio a escuridão, no útero materno.

Somos tão pequenos, e ainda assim passamos por um processo de partilha no qual nos tornamos menores ainda, para depois nos tornarmos únicos.

A formação do ser vivo é uma das coisas mais lindas da vida, um mistério deslumbrante.

Ser vivo!
...
O nosso primeiro desafio nesse espetáculo que nos espera é o nascimento. A natureza nos chama para deixarmos o conforto da nossa casa de criação e fazermos parte da história.

Ganhamos um livro, com páginas em branco, do qual seremos autor da história.

Essa escrita não será fácil, mas gloriosa!

Todo ser humano possui uma rica história, composta de coragem, medo, alegrias, lágrimas, frustrações, sucessos, timidez, ousadia, insegurança. Na construção da história, o autor sente-se frágil, solitário, constrói sonhos.

Nisso revelamos quão maravilhoso é viver!

A vida que pulsa dentro de cada um, independente de erros, acertos, status social e preferências é uma joia única na existência. Cada ser humano é um mundo a ser explorado, uma história a ser compreendida, um solo a ser cultivado.

Uma linda história reflete a forma como lidamos diretamente com a vida: podemos desistir, mas podemos escrever um novo capítulo, todos os dias.

Sabiamente disse o Charlie Brown, “Histórias, nossas histórias! Dias de luta, dias de glória”. Somos os autores, os dias de luta podem ser dias de glória, mesmo que não sejamos vitoriosos. Viver já é uma vitória.

Por isso, viva, escreva uma história linda, com erros, acertos, decepções; mas acima de tudo com recomeços! Novos capítulos.

E como lindamente disse o Legião Urbana, ame, como se não houvesse amanhã.

Não esqueça: no final deixamos o livro da nossa vida no coração daqueles farão parte de nossa história.

Eliane Leite
Viver, e não sobreviver, uma questão de fé

Ter fé não tem nada a ver com ficar estagnado, acreditando e esperando que um milagre vá cair no nosso colo e mudar completamente a nossa vida, pelo contrário, ter fé é ter coragem de ir à luta em busca das mudanças necessárias, sem a garantia do acerto, mas com a certeza de ter tentado.

Ter fé é reconhecer que todo dia ...é uma oportunidade de fazermos algo diferente na vida por nós mesmos, pelos outros; resumindo, todo dia é um presente... onde você pode aproveitar pra se reinventar ou se manter na rotina sem graça, apenas sobrevivendo ao que lhe é imposto.

Ter fé é vencer a falta de motivação, é não ficar preso na frustração do passado nem com medo das circunstâncias do futuro, é VIVER da melhor maneira possível hoje e aprender a ser feliz com isso. A nossa motivação tem que partir de nós mesmos, ninguém mais é responsável por isso.

Vai haver momentos de tristeza, de choro, mas ter fé e ser firme na vontade de dar a volta por cima, de vencer os obstáculos, confiantes de que somos amados por Deus e que ele caminha conosco nos momentos alegres e tristes, de superações e decepções, segurando as nossas mãos e secando nossas lágrimas, se preciso for.

Sabe o filme “Comer, rezar e amar”? Adoro. A Lisa, personagem representada por Julia Roberts, sobrevivia a uma vida triste, em um casamento que já não representava mais a felicidade para ela. Um dia abriu seu coração a Deus e, naquele momento, se encheu de fé. A Lisa teve uma atitude de mudança, teve fé. Não sabia o que o futuro lhe reservava, apenas quis viver uma vida que não era aquela que a enchia de desgosto, teve fé. Se não tivesse feito isso, continuaria vivendo uma vida de frustração.

A minha fé me move em busca de dias melhores, e não me faz esperar por “bênçãos” e curas impossíveis. Pra mim a fé é olhar para frente, ver o horizonte, e ir atrás dos meus objetivos, sabendo, sim, que algo pode dar errado, que será possível chorar de novo, sofrer, mas acreditar que cada minuto de alegrias que tive nesse meio tempo valeu a pena e que entre altos e baixos da vida serei feliz.

Eliane Leite

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Lágrimas. Não me privo delas!

Não, não me privo de lágrimas; assim como a gargalhada mais gostosa que já dei, elas me lembram que estou viva. 
Se choro é porque reconheço a minha sensibilidade diante do fato causador das lágrimas e não luto para retê-las no meu íntimo, agravando a minha dor. 
Coloco-as à fora, na esperança de lavar a alma, de limpar o que me agride. 
O choro revela a vida, suscetível às turbulências  as quais estamos sujeitos. 
A lágrima também revela doçura, sensibilidade. 
Não, não é possível se sujeitar a viver sem elas, por mais que se queira. Desculpe!
Não há garantias que, em razão das dores já sofridas, das lágrimas já derramadas, não se vá chorá-las novamente. Impossível prometer isso. Desculpe! 
Se fosse possível essa promessa, haveria, de fato, ainda, uma muralha firme e forte contra o amor, contra a vida. 
Não, não é possível dizer não a elas. Chorar significa que no amanhã é possível sorrir; um seria praticamente impossível sem o outro. 
A ausência de choro também pode ser falta de sentimentos para celebrar. Não, é quase impossível viver sem isso. 
Não preciso evitar as lágrimas, preciso saber, apenas, que é possível ser feliz mesmo que elas existam. 
A lágrima é também uma forma de expressar a mais completa alegria, a mais sincera, entre amores, pais, amigos e irmãos. 
Chorar é, muitas vezes, medo de perder, mas ao perder reconhecer a grandeza da liberdade. 
Chorar pode representar, ainda, a esperança de que o mais simples sonho pode ser realizado. 
Chorar pode representar dúvidas, desespero, tristeza, frustração; mas ta
mbém pode ser a certeza, a paz de espírito, a alegria e a conquista. 
Chorar pode ser bom ou ruim; mas acima de tudo revela que estamos vivos, dispostos e suscetíveis a intensidade da vida. E não há bem maior no mundo que o presente de viver.
Por isso, não viva uma vida buscando se privar de lágrimas, mas deixe-as fluir, rolar, aprendendo a viver em paz com a presença delas, se preciso for.   

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Saudade

 Pablo Neruda



Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

sábado, 27 de agosto de 2011

Tudo começa com um olhar!


Li em algum lugar que os seres humanos se atraem pelo cheiro; achei isso meio animalesco, mas pensando bem não encontrei outra justificativa para explicar o fato pelo qual se atrai por algumas pessoas e por outras não.

Na minha cabeça, aprofundei a justificativa considerando a nossa composição hormonal, afinal esse cheiro tem que vir de algum lugar e, se for da loja, o interesse pode ter data marcada para acabar. Enfim, assim como um perfume, a composição hormonal de cada um pode ser mais agradável para uns que para outros. Dessa forma, entendo melhor a famosa química nos relacionamentos.

O primeiro sinal de uma “química” compatível é notado por meio do olhar. Duas pessoas se olham, se interessam – ou seja – é sinal de que há alguma química, atração. Disso para a paixão é um pulo. Se o olhar vier acompanhado de um sorriso, a paixão é quase certa. Se o toque da pele causar bem-estar é garantida.

Na eminência do encontro, quando há paixão, o corpo estremece, o coração quase sai pela boca, as pernas quase perdem o equilíbrio e é impossível conter o sorriso. Se cada um pudesse olhar para o próprio rosto quando se está apaixonado veria um ar de alegria e ansiedade eu diria.

A paixão, pra mim, é isso! É físico, é a vontade de estar junto, agarrar, beijar, abraçar. E com o tempo ela leva ao amor, que é um sentimento mais calmo, mais seguro, tão intenso como, embora não pareça.

Amar significa querer proteger, querer estar junto, dar o melhor de si. Significa, algumas vezes, deixar de lado suas prioridades para priorizar a necessidade do outro. Amar significa estar junto, simplesmente, e nisso ser feliz.

Amar é um sentimento que surge, sem ser forçado. Quando se ama, se quer cuidar, se interessa pelos gostos do ser amado, faz questão de realizar todos os desejos possíveis dessa pessoa. Quem ama ouve, aconselha, é presente. Quem ama briga pela causa, mas sabe pontuar quando o outro está errado, com respeito, carinho e sabedoria. Quem ama, luta junto, não esquece e não deixa para trás. Quem ama passar a viver em sintonia com o ser amado, conhece as dores e as alegrias apenas de olhar ou pelo tom da voz. O verdadeiro amor tudo sofre, tudo suporta, tudo espera para proporcionar a felicidade e nisso encontrar a felicidade própria.

“Quem ama realmente consegue constituir um nós, ou seja, une sem anular seu próprio eu”, do livro Renovando Atitudes.

Amar é incluir o outro na sua vida e se incluir na dele, sem ultrapassar limites, respeitando a privacidade de cada um.

Entretanto, os dois – a paixão e o amor - podem andar juntos. Um não anula o outro. O fogo da paixão deve existir entre duas pessoas que se amam. Isso leva a mudar a rotina, fazer uma surpresa, de vez em quando, um jantar especial, por exemplo.

Como diz Mário Quintana, “amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado”.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Igreja inclusiva: somos todos iguais


(um pouco de paciência e você conhecerá um  pouco da Teologia Inclusiva... boa leitura!)

Proposta de aceitação dos “excluídos” busca transformar o pensamento da sociedade

Metanóia – o termo de origem grega remete à expansão da mente ou, para os mais familiarizados com o significado da palavra, mudança de consciência.  Mas, na prática o que ela quer dizer? Algumas recentes teologias têm proposto essa, digamos, mudança de pensamento; a mais nova nessa caminhada é a Teologia Inclusiva. 

A primeira a importar o conceito para o Brasil foi a Igreja da Comunidade Metropolitana. A ideologia da ICM, que teve origem nos Estados Unidos, busca desenvolver uma comunidade onde todos, sem discriminação, são aceitos. “Comunidade cristã inclusiva não é uma comunidade que aceita gays, lésbicas e simpatizantes e ponto final; mas é uma comunidade que entende que a cristandade é muito mais que isso”, explica o reverendo Cristiano Valério. E menciona o texto de João 27: “que todos sejam um, assim como eu o Pai somos um”. 

Em princípio, essa é a principal diferencia dessa teologia, de acordo com o reverendo – transformar o pensamento das pessoas de maneira que elas entendam que o diferente não é uma ameaça, mas um modo de enriquecimento. 

“Na igreja da comunidade metropolitana nós não entendemos que o que é pentecostal é uma outra igreja, mas sim parte da fraternidade que se identifica com as manifestações pentecostais”, exemplifica o responsável pela ICM. 
Dessa forma a igreja de teologia inclusiva parece colocar para bem longe os motes da bandeira em favor do preconceito. 

“Não entendemos também que a ICM é a igreja de Cristo (no sentido que obtém a única verdade), nós entendemos que a ICM é parte da igreja cristã. Então quase sempre nos referimos aos nossos irmãos de outras denominações como sendo nossos irmãos batistas, presbiterianos, católicos, luteranos, metodistas. A diferença não nos ameaça, ela nos enriquece”. 

O ideal posiciona a igreja contra opressões religiosas, comenta o reverendo. Segundo ele, muitas denominações usam a religião como instrumento de poder. “Quando digo que Deus é um só, estou querendo dizer que esse Deus é o meu Deus”, exemplifica. “Na ICM, nós ressignificamos todas essas coisas, dizemos que Deus é um só e explicamos que esse um só Deus é chamado por diversos nomes, em diversas culturas, cultuado das mais diversas formas e nem por isso deixa de ser Deus”, completa. 

O reverendo salienta que a religião deve ser apenas um recurso didático para interpretar, ou melhor, vivenciar determinada crença. “Até o cristianismo é um recurso didático. Nós não somos nenhum pouquinho melhores que os nossos irmãos islâmicos, por exemplo, somos diferentes. E para nós a diferença não ameaça”. 

Homossexualidade e casamento 

No último dia 5 de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o casamento civil entre homossexuais e a relação homoafetiva como unidade familiar. Valério fala que a medida foi uma grande vitória para os gays, mas que isso não muda o que já existia entre eles. 

“Entendemos que casamento é quando duas pessoas decidem dividir os sonhos, a vida, as responsabilidades, e essa decisão independe de reconhecimento legal. O reconheci mento do casamento homossexual é o reconhecimento de algo que já existia, desde que o mundo é mundo”, pontuou.  

Porém, o reverendo ressalta que trata-se de uma vitória diante da sociedade. Nenhuma comunidade gay, lembra ele, lutava para a liberação do matrimônio – o casamento feito pela igreja – e sim pela igualdade de direitos diante do Estado.
“Era uma luta por direitos civis, pelo que é legal, pelo cidadão. O STF não criou um direito novo, ele apenas reconheceu por meio da interpretação da nossa constituição que não existia motivos para considerar homossexuais como pessoas de segunda classe”. 

“A constituição diz que todo cidadão é igual perante a lei. Agora, a igreja tem a liberdade  religiosa, na qual o Estado não pode interferir”, comenta. 

O reverendo observa que alguns líderes religiosos mal intencionados se aproveitam de membros mal informados em suas igrejas para manipular as pessoas contra a lei. “Falam, por exemplo, da ideia de que eles devem ir contra a lei porque, se não, serão obrigados a celebrar o casamento dentro da igreja. Isso é um absurdo”, diz. E acrescenta: “até porque, diga-se de passagem, os gays também têm denominações religiosas que os acolhem e não é só a Comunidade Metropolitana, têm outras”.

Preconceito e Religião

Muitas pessoas utilizam textos bíblicos para embasar a tese de que Deus não aceita os homossexuais. O reverendo diz que é preciso fazer uma análise desses textos. “Existem mais de vinte passagens que também embasam a ideia de que Deus é contra o divórcio. E todos aceitam o divórcio com uma facilidade muito grande”. 

“O que acontece muitas vezes, principalmente com respeito aos fundamentalistas, é que absolutizam aquilo que interessa e relativizam também algumas coisas que interessam”.  Ele diz que o texto bíblico jamais pode ser seguido totalmente ao pé da letra, e o fundamentalista, por mais que o seja,  nunca vai seguir o texto literalmente, em um todo. 

“Se fossemos seguir,  haveria problemas muito sérios. Levítico diz quando uma criança desobedece o pai ela deve ser apedrejada até a morte, assim como uma mulher que casasse sem ser virgem”, detalha.
“As igrejas que não guardam o sábado vão dizer: isso era naquele tempo, antes do tempo da graça. Elas vão relativizar, vão fazer uma leitura histórico-critica apenas daquilo que lhes convém. O que acontece na ICM é que fazemos uma leitura histórico-crítica de tudo”, observa.

Ele ressalta que todo o livro deve ser lido a partir da ótica de Jesus.  O problema, conforme ressaltou,  é que as pessoas tiram o texto do seu contexto para chegar a um pretexto e condenar e  usar a religião como instrumento de poder.
E diz que a Bíblia fala de amor entre duas pessoas do mesmo sexo. “Mas amor está para muito além do sexo. O problema é que as pessoas reduzem tudo à genitália e eu sou contra essa ideia”. 

O problema da sociedade, vê a ACM,  não é que ela é anti-homossexual, o problema é que ela é machista. “A nossa sociedade e a igreja contemporânea não gosta das mulheres, entende? O indivíduo heterossexual que escolhe uma profissão dita feminina, cabeleireiro, por exemplo, também vai ser vítima de preconceito porque não é pelo que ele faz entre quatro paredes é pelo que ele representa socialmente. O feminino é visto como algo menor, algo que deve ser colocado pra baixo, como menos”, diz. 

“Eu trabalho no sentido que as pessoas tenham uma visão mais cristã, a cada dia, em relação à homossexualidade, mas pra isso eu sei que as pessoas precisam lutar contra o machismo interiorizado, que faz com que elas tenham um modo equivocado de vida. Esse machismo hegemônico é que causa a homofobia. O problema todo está mais para a questão do machismo que para a questão da homossexualidade”, salienta. “Não existe nenhuma ‘guerra’, tentamos na verdade descontruir alguns pensamentos e fazer entender que Cristianismo é amor”, conclui, fazendo lembrar da metanóia.

Por: Eliane Leite

domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma de mim

Alimento a esperança de que me conhecendo melhor posso ser alguém melhor para mim mesma e
para os outros

 Incumbida de escrever um texto publicitário na última semana, pensei e cheguei à conclusão de que deveria começá-lo com a seguinte frase “conhecimento é essencial para quem quer crescer!”, que, inclusive, tem me feito refletir muito ultimamente.

Sou parte de um todo desconexo em mim, e a maioria dos seres humanos é assim. Não nos conhecemos e queremos ser mestres em coisas que para a nossa experiência conosco mesmos são completamente obscuras. Mas chega um tempo em que temos que lidar com essas coisas, são dores, feridas, mágoas, repressões próprias, medos e até alegrias com as quais não sabemos viver.

Viver! É algo tão simples, mas ao mesmo tempo tão complicado. Mas uma coisa é fato, o modo de vida é intrínseco a cada um, alguma coisa muda quando uma pessoa se une a outra ou quando essas duas já não são mais apenas duas, são três, quatro, cinco ... Entretanto, mesmo assim, ainda temos um jeito único de viver! E, conhecemos esse jeito?

Eu não conhecia até há pouco tempo; e digo que ainda não conheço totalmente. Apenas sei que mudei. Presa na correria do dia a dia, quase nem percebo a mudança; no entanto, se olho para os 30 anos como um todo, ahhh... muita coisa mudou. Mudou no meu jeito de ser, de lidar com as pessoas, de esperar algo dos outros, mudou no meu jeito de querer, de conviver, de colaborar. Mudou, talvez, no meu jeito de amar.

Não brigo mais por coisas que são impossíveis, é inútil. Não olho para as pessoas como se elas fossem as minhas salvadoras, elas não são. Nem como se elas fossem as mesmas todos os dias, assim como eu mudo, elas também mudam.

Não espero mais um bom dia acompanhado de um sorriso, porque muitas vezes eu também não quero dá-los. Não espero mais um mundo sem violência, prefiro tomar precauções para fugir dela, mas sei que pode ser que um dia ela me encontre. Não procuro mais ser feliz entre as pessoas, porque sei que a felicidade está dentro de mim e apenas preciso aprender a vivê-la sem a ajuda de ninguém.

Não espero mais apenas sorrir de alegria, porque sei que se ela for plena de fato, vou derramar lágrimas de emoção. Não espero mais que alguém retribua o meu amor, apenas quero a oportunidade de amar, do meu jeito, porque também estou disposta a dar essa “permissão”.

Não acredito mais em perfeição em nenhum tipo de relacionamento – familiar, amoroso, de amizade, no trabalho – porque sei que nos relacionamentos mais sinceros, amorosos e consistentes existem turbulências.

Não espero mais um futuro promissor, porque não há garantias de que ele exista, trabalho hoje com compromisso para que me sinta satisfeita em ter cumprido o meu dever. Não espero mais a perfeição física, porque mesmo que me “mate” de malhar não quero me engajar em uma luta contra cada ruga que aparecer no meu corpo com o passar dos dias.

Todas essas convicções encontrei quando passei a olhar mais para mim. Quando busquei me conhecer. Sei que neste último ano iniciei uma caminha, da qual apenas dei os primeiros passos, mas com a certeza de que não tenho pressa, por isso, desta vez optei por não correr.

Conhecer é essencial para crescer; não tenho mais dúvidas. Muitos porquês sobre mim mesma ainda surgem todos os dias na minha cabeça, porém, tenho paciência comigo mesma e, assim, aprendi a tê-la com os outros também.

Dessa forma, é possível ressignificar melhor a vida. Buscar outro sentido. Um dia um amigo me disse isso, e eu achando que tinha entendido tudo não fazia a mínima idéia do que ele tinha dito, hoje eu sei.

Ressignificar é ter um outro olhar para determinada situação; é buscar e encontrar forças para vencer a luta, a dor, para secar a lágrima. É ver Graça em um dia de sol, mas também reconhecê-la em dias de chuva. É saber que se você não foi entendido em uma longa conversa, não adianta explicar, é melhor dar tempo ao tempo. Ressignificar é perdoar a si mesma, e reconhecer que errar é humano, tudo bem! Se houver envolvidos no erro e for melhor para todos, se redima, com sinceridade. Ressignificar é se abrir novamente para amar, mesmo sendo difícil e cheio de medos.

Ressignificar é buscar sempre, todos os dias, ser alguém melhor, com brio; sabe aquele que reconforta o coração? pois é, este! Ressignificar é, de fato, compreender que não somos menores, nem maiores, somos diferentes e estamos equiparados diante da criação.

Ressignificar é saber escolher, o que é bom ou ruim para si próprio. É valorizar-se, amar-se. Envolver-se com a vida, sentir prazer com o que se gosta e aproveitar cada minuto precioso que temos do nosso dia.

Ressignificar é viver a Vida, que assim como o Amor, é tão subjetiva, tão difícil de explicar, mas ao mesmo tempo tão fabulosa, tão graciosa, tão intensa. Mas algumas dessas coisas apenas conseguimos colocar em prática quando nos conhecemos.

Como uma prova escolar, esse é o segredo do sucesso! Quando dominamos um assunto, somos Mestre em determinada área, detentores do mais aprimorado conhecimento sobre uma prática, não há dúvidas, somos excelentes no que fazemos e requisitados por isso.

Quão será quando fomos “doutores” em nós mesmos e na arte de amar e viver, conheceremos então o tão almejado sucesso esperado por todos nós, e que é impossível descrever ipsis litteris. No meu caso, eu começaria dizendo que esse sucesso chama-se Felicidade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por um caminho, sem pressa!


Queremos tudo, e quando é o tudo o que temos ele já não nos basta.

Porque nossas relações são tão superficiais? O problema é que não conseguimos lidar com as imperfeições, nem com as nossas próprias. Assim descobrimos que somos incapazes, de muitas coisas.

A profundidade das relações está na capacidade que temos de amar. Mas isso é uma via de duas mãos, o dar e o receber. E qual é o segredo desta questão? Talvez, não esperar, não ansiar por ser amado e aguardar o momento que isso simplesmente aconteça.

Não! Somos ansiosos por demais. Não dá tempo, a vida é curta! E, muitas vezes, na ânsia pelo amor, perdemos a vida, ou realmente vivemos – mas isso é privilégio apenas que quem sabe amar.

Penso que o segredo não está em tentar, tentar, tentar ... porque cansamos! Mas em simplesmente ser, e um passo a mais pode fazer toda a diferença.

Não precisamos parecer ser perfeitos, porque não somos!
Não precisamos querer agradar todas as pessoas, suprir todos os desejos, porque NUNCA vamos conseguir!
Não precisamos fazer o impossível para demonstrar um amor sem limites, porque o outro nunca vai se sentir amado o suficiente!
Não precisamos ofegar desesperados, precisamos apenas respirar!
Não correr, apenas caminhar!
Não precisamos carregar todo o fardo mais pesado de uma só vez, mas podemos parar para descansar.
Podemos apagar a luz e apreciar o silêncio, podemos inclusive calar a gritaria da nossa própria percepção interior.

Podemos viver, sem ter tanto o que esperar e com tantas lágrimas para derramar. A nossa angústia é porque nos concentramos no passado e ansiamos incansáveis por um futuro, e esquecemos-nos completamente do presente, onde a nossa vida de fato acontece.

A nossa singeleza, a nossa humildade, o nosso carisma, a nossa disposição, os nossos cuidados apenas nos enobrecem diante dos reais valores do nosso coração, que muitas vezes não são conhecidos de muitos, por isso, aquietemo-nos.

Somos imperfeitos mesmo na mais perfeita perfeição que imaginamos em nós nas nossas vidas; e existe um Ser maior que nos revela que somos queridos, assim mesmo, da forma que somos. Que cada um tem sua importância, sua preciosidade intrínseca e que isso é expressivamente valioso de forma individual.

Por isso, respiremos... devagar, sintamos o pulsar da vida e vivamos... levemente! Olhemos para o imperfeito e amemos. Se ainda não conseguirmos, não nos desesperemos, algumas coisas levam algum tempo mesmo.

Lembremos que também não somos perfeitos. Não nos cobremos tanto, a sinceridade é um dos mais dignos valores que se pode carregar e ela nos salva de nós mesmos, da nossa culpa, da nossa dor.

Sabe a vida? Ela é como um palito de fósforo aceso, quando se vê ... já se apagou. No entanto, ela deve ser tão intensa quanto o calor que o fósforo acende. E nessa simplicidade que está o caminho da paz e da felicidade.





quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Felicidade - Fernando Pessoa

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O momento e o porvir

Um enorme impulso humano é a curiosidade, sempre queremos saber das coisas mesmo que elas não sejam vitais para nossa sobrevivência, visto o modo frenético que corremos atrás do próximo episódio da série que curtimos, das musicas do próximo CD das bandas que gostamos (mesmo que o CD ainda nem tenha sido gravado), das sondagens da janela de transferências do futebol mundial, das noticias sobre os próximos capítulos da novela, etc...

Este impulso é impulsionado (desculpe a redundância rsrsrs) pelo desejo de controlar o futuro, este desejo “nos traz a obsessão de saber o que virá“ (musica Escravos do Porvir – Fruto Sagrado) e nos torna escravos do porvir nos privando do melhor.

Todo mundo adoraria saber o dia da sua morte, ou com quem irá casar, sua posição financeira daqui a 10 anos, ou a conseqüência de seus atos, etc. Contudo, entretanto, porém o desconhecido é a garantia de uma vida intensa, a incerteza é a certeza do verdadeiro, a vida roteirizada é morna, sem surpresas, ela não reflete as emoções, é como assistir um jogo de futebol sabendo o resultado final, ou fazer uma prova com o gabarito. Ter o domínio do futuro pode ser vantajoso em alguns casos, entretanto o domínio do porvir é destituir a magia do amanhã, é abrir mão da esperança, é descolorir o belo quadro da vida.

A vida é bela, e a idéia é nobre.

Silas Lima

terça-feira, 30 de novembro de 2010

As Mulheres de 30



Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima... E para todas aquelas que estão entrando nos 30, e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30...E para homens que têm medo de mulheres de mais de 30!!!

“Á medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30. Estas são algumas razões do porquê: 
- Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: "O que você está pensando?" Ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe de coração se você tiver a intenção de conversar.

- Se uma mulher de 30 não quer assistir o jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

- Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

- Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher. E falo por experiência própria. Não se fica com quem não se confia, vivendo e aprendendo né???

- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher com mais de 30. Elas sempre sabem.

- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.

- Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

- Você nunca precisa se preocupar onde você se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça.

- Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um "cem" número de razões. Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos. Senhoras, eu peço desculpas: Para todos os homens que dizem, "porque comprar a vaca se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabe por quê? Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma linguiça. Nada mais justo”

(Arnaldo Jabor)

Obs.: Uma homenagem àqueles que brincam com a minha idade! ;-)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Por Amor

Por amor, curamos nossas loucuras
Por amor, nos transformamos em pessoas melhores
Por amor, suspiramos diante das dificuldades e seguimos em frente
Por amor, aprendemos a sofrer e superar desafios
Por amor, aprendemos a traduzir atitudes, olhares, sentimentos, passamos a conhecer!
Por amor, falamos baixo, passamos fome, sede, dor
Por amor, abrimos mão dos nossos desejos e aprendemos a partilhar sem que isso seja um sacrifício
Por amor, nos entregamos sem medo, de corpo e alma.
Por amor, aprendemos a ouvir mais que falar,
Por amor, aprendemos a amparar mais que a ânsia de sermos amparados
Por amor, aprendemos a olhar no olho e expressar nossos mais profundos sentimentos
Por amor, conquistamos a segurança por aprendermos a confiar
Por amor aprendemos a sonhar, sonhos que não são ímpares ou próprios apenas, mas sonhamos também o sonho do outro.
Por amor, viramos fera na defesa do ser amado,
Por amor, deixamos de ser únicos porque nos tornamos também o outro em toda nossa unicidade
Por amor, encontramos a coragem que nunca supúnhamos ter.
Por amor, rimos sozinhos ... com lembranças, mensagens, músicas
Por amor, buscamos força para viver ...
Por amor, somente por amor, choramos lágrimas de felicidade
Enfim, por amor, apenas pelo amor, damos sentido à vida.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tudo acabou!


Em soluços, adormeci!
Entrei em um lugar que me era comum, mas naquele dia tinha uma “luz” diferente. Não sei explicar, mas era um ambiente melhor, acolhedor, mais sereno.

Me deixei desfrutar daquele momento. Fui avançando no caminho e, de repente, todos aqueles que mais amo foram surgindo a minha frente. Estavam todos alegres; não entendi porque tanta felicidade. Não me vinha a mente nenhuma razão para comemorar, não daquela forma, nenhuma data festiva.

Tinha gente que há anos não via, mas que sabia, significavam muito para mim.
As crianças estavam mais saltitantes que nunca, passavam a mão no meu cabelo, me chamavam sem parar, queriam colo, abraços, beijos – não sabia quem atendia primeiro. Mas, interessante, desta vez elas não se queixavam de nada.

Num ambiente tão agradável, não pude me conter, ao cumprimentar meus ente amados não resistia ao abraço; como me satisfaz o calor desse gesto.

E entre risos, falatórios, beijos, abraços, ouvi o motivo de tanta alegria: ...“acabou, acabou tudo”. Mas acabou o quê? Perguntei-me. Em seguida, senti alguém segurar a minha mão. Era tão aconchegante, de um calor tão gostoso, suave, envolvente. Logo me senti invadir por uma proteção tão grande, um sentimento de amor indescritível ... 

Me virei para ver quem era, me surpreendi. Senti uma emoção que jamais será possível explicar, me arrepiei, meus olhos marejaram ... encontrei quem eu mais amava, o alguém por quem havia esperado a vida inteira.

Foi Ele quem me explicou: “filha, acabou tudo. Acabou”. Seu olhar era tão cheio de paz, de amor, de doçura. Em meio a tanta felicidade, e diante de um sentimento tão bom, pude entender. Tudo tinha acabado ... toda dor, todo o sofrimento, toda a fome, todo o ódio, toda a doença, todo o egoísmo, toda a intolerância, todo o maldizer ... tudo o malviver.

Agora restava apenas, e tão somente necessário, o amor. Por isso, todas as pessoas eram tão felizes, as crianças tão incansáveis na sua alegria; e todo o mundo era um mundo novo.

Despertei... e a lembrança de Deus segurando a minha mão e dizendo: “filha, acabou tudo” ainda era latente como uma pura realidade. Chorei. Desta vez, as lágrimas não eram de tristeza, mas de alegria, de uma certeza de que isso não era só um sonho, que o mundo pode se tornar novo através dos laços de amor.

O mundo pode ser um mundo sem dor, sem fome e sem sofrimento. Basta que, simplesmente, vivamos a vida por amor, encontremos sabedoria nas nossas atitudes e lutemos por ser agentes transformadores de todos esses problemas.

Assim, um dia Deus vai segurar a nossa mão, sorrindo, e dizer: “Filhos, tudo acabou!”



Crônica de Eliane

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vida e Morte



Reflito sobre a vida e a morte! Essa última não sei quando vem, mas a primeira está presente, latente, e sem hora para certa para ir embora, mas um dia será roubada pela morte e, por mais dura que ela seja, é linda de ser vivida, de ser amada, e sinto tê-la que um dia deixar; por isso não quero perdê-la com frustrações, com dores sem soluções, quero senti-la em toda a sua essência, vigor e intensidade, quero desfrutar cada instante, cada detalhe, mesmo que isso me custe lágrimas, porque sem elas, o sorriso não tem a mínima graça. Quero gritar que amo e amo muito e aproveitar da singeleza desse amor. E um dia quando ela me chamar, vou dizer com coração pulsante e amoroso: “estou pronta! porque amei e soube viver!”.

domingo, 19 de setembro de 2010

Retirar-se

Aprecio toda a proposta para me retirar ao encontro de mim mesma. Foi o que fiz com primazia neste fim de semana. E digo que, novamente, valeu. Refleti, pensei , chorei, sorri, conversei e submergi ao encontro marcado comigo. Desta vez não houve choques, dúvidas ou surpresas, mas certezas. Foi um encontro de consolo, de cuidado.

Entendi, com veemência, o valor da minha jornada. Avaliando do começo ao momento, cheguei à certeza de que Deus me ajuda, de que está presente ... sempre.

A esta conclusão, cheguei sozinha, mas tive ajuda no meio do caminho. Chorei a amigos relatando coisas da vida diante de um céu estrelado, uma lua fabulosa e um friozinho arrepiante. Falamos sobre Deus, sobre nós e nossas experiências... concluímos que há coisas que não conseguimos explicar, mas que transformam a nossa vida.

Recebi declaração de amor pela fidelidade de uma amizade ... que ressoou alegria no meu coração. Ganhei abraços ... verdadeiros, de pessoas que cada vez amo mais e me fazem entender, realmente, que por essas e muitas outras coisas vale muito viver. Também fui abraçada por alguém que jamais imaginei que teria uma atitude dessas ... surpresa, pensei: por essa ação, a vida também vale muito!

Por poucas palavras, descobri que uma mulher que ama – casada há pelo menos dez anos – abre mão de fazer coisas que gosta para de dedicar ao verdadeiro amor. Por essa razão, a vida vale muito!

Também, casualmente, me disseram que tentar descrever o que se é enquanto tem como cronômetro um palito de fósforo aceso na mão pode ser quase impossível, mas isso revela que a vida é assim – tem tempo curto - e deve ser vivida com toda a intensidade que temos no nosso coração.Pensei ... “é, não me arrependo!” Por isso, a vida vale muito!

Nas últimas 48 horas, mais silenciei do que falei, mas pensei do que fiz pensar, mas foi ótimo, pois entendi que: por esses momentos, encontros, pela minha família, pelos meus amigos, por certos lugares, pela minha vida, pelo que sou, pelo que faço, pelo que amo, pelo amor que existe no meu coração e, principalmente, por Deus, a vida VALE MUITO A PENA.

Ser forte!

Ser forte é amar alguém em silêncio
Ser forte é deixar-se amar por alguém que não se ama
Ser forte é fingir alegria quando não se sente
Ser forte é sorrir quando se deseja chorar
Ser forte é consolar quando se precisa de consolo
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos sua angústia
Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz
Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno
Ser forte é manter-se calmo no desespero
Ser forte é elogiar quando se tem vontade de maldizer
Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços
Ser forte é ter fé naquilo que não se acredita
Ser forte é perdoar alguém que não merece o perdão
Ser forte é, enfim viver quando já se está "morto"
Por isso, por mais difícil que seja a vida, ame-a, seja forte!

Autor: Anônimo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Os movimentos do amor

Além dos textos que escrevo, que expressam o que anda no meu coração, gosto de postar nesse blog textos de amigos ou conhecidos que também apreciam a arte da escrita. Este, vale muito a pena! Foi escrito por Lucas Lujan, aprecie!



Os movimentos do amor


Há um grande perigo quando falamos em “amor”: deixá-lo na dimensão conceitual, inanimado, frio e estático. Fazemos isso quando falamos nele apenas teoricamente em nossas elaborações; quando aprendemos a discursar e a escrever sobre ele de forma eloqüente, mas sem nenhuma prática.

Jesus conhecia esse risco. Por isso ensinou a amar o próximo, para que o amor fosse um movimento, dinâmico e vivo, na construção da nossa vida e da vida dos outros. Não ensinou teoricamente, ensinou amando. Ele era a lição.

Para ser legítimo, o amor precisa ter desdobramentos, conseqüências históricas, capazes de transformar e inspirar a vida.

Amor se desdobra em solidariedade. Se importa com as carências do outro, se há o que comer e vestir. Se sentir indignado com a miséria é a experiência fundamental do ser humano, porque é o começo da transformação a ser empreendida para minimizar o sofrimento. Quem é solidário tem a virtude da compaixão: se responsabilizar pelo bem estar comunitário.

Amor se desdobra em alegria, porque dá razão para viver. Viver alegre não é viver sem sofrimento ou dor, é viver com esperança; saber que não está vagando. É isso que motiva a seguir em frente. Quem sabe para onde está indo não tem pressa, aproveita a jornada.

Amor se desdobra em paz. Não quer guerra, porque disputar não faz sentido. Não quer briga, porque não quer ter razão. O perigo em quem quer ter razão é acreditar-se possuidor da verdade, e se tornar capaz de matar por ela. Quem quer paz está disposto a morrer, não a matar. Quem quer paz tem a virtude da mansidão; é avesso a agressão.

Amor se desdobra em paciência. É tardio para se irritar e apressado para ensinar. O amor repete o processo quantas vezes for preciso. É como a mãe que ensina quatrocentos e trinta e seis vezes a mesma coisa, ou como o pai que dá sempre mais uma chance. É tolerar contrariedades e perseverar - prosperar o caráter.

Amor se desdobra em bondade, em bem querer. Fazer de tudo para tornar a vida do próximo melhor, mais confortável, mais feliz; mesmo que, para isso, seja preciso anular a si mesmo. Preferir pagar o ônus a ver o outro sofrer.

Amor se desdobra em fidelidade. Não negociar certas propostas, certos valores, certas histórias. É vestir a camisa. Assumir o compromisso da caminhada; ir até o fim. É largar o trabalho para passar o dia com o amigo derrotado em outra cidade, a despeito da hora e da distância. É não ver barreiras para honrar o parceiro.

Amor se desdobra em misericórdia. Sentir a dor do outro, unindo os corações. Não colocar o dedo na ferida, mas permitir que ela cicatrize. Não julgar, porque conhece o banco dos réus. É não cobrar o erro, mas perdoar – porque o amor também se desdobra em perdão.

Amor se desdobra em liberdade, porque é nela, e só nela, que ele acontece.

Todos os desdobramentos estão intimamente relacionados, porque se resumem em amar.

Não há nada mais importante na vida humana do que amar e ser amado. É por isso que creio no Deus revelado na Bíblia: porque Ele é amor – é por meio do amor que tenho experiências com Ele.



Lucas Lujan

domingo, 12 de setembro de 2010

Um passo mais...

As palavras do Gondim ainda palpitam na minha mente. “Vencedor não é aquele que alcança a vitória, mas o que nunca desiste”. Quantas vezes a gente não tem vontade de desistir nessa vida? Só neste ano, eu já perdi as contas.

Há dias venho pedindo uma conversa com Jesus; queria perguntar algumas coisas pessoalmente para Ele. Como se essas coisas acontecessem assim. Mas estava no meu coração a dúvida: “o Senhor, que nos ama pela graça, não se revela pelas pessoas?! Então meu Jesus, por que elas têm o coração tão duro?”.

A resposta não foi direta, mas me fez pensar sobre essa e outras questões que afligem o meu coração. E como diz o meu amigo Lucas, Deus fala da maneira que menos esperamos. Dessa vez, Ele falou comigo por meio do meu irmão, que acredita em Deus, mas não segue nenhuma religião. Em meio a uma briga (sim, uma discussão tola, por algo mais tolo ainda), eu que me sentia desamada – se é que essa palavra existe -, literalmente, ouvi do meu irmão, que era a última pessoa da qual eu espera ouvir esse tipo de coisa – que o meu problema era não me sentir amada. Bruscamente, ele me segurou pelos braços e disse: “eu sei qual é o seu problema, você precisa disso!” e me abraçou! “a gente te ama Lia e sentimos falta de você com nós”, ele completou.

Como podemos perder o chão dessa forma? Às vezes parece que a vida é um lixo! Mas não! Eu sempre achei a vida linda de se viver! Mas a gente não sabe viver... muitas vezes eu não sei viver, essa é que é a verdade!

Erro ao esperar ver Deus nas “grandes” pessoas... Ele, na maioria das vezes, não está lá! E às vezes me questiono muito sobre o que pareço ser para as pessoas! Não importa! Ou pelo menos não deveria importar, Deus conhece o meu coração! Não preciso me justificar.

Sim! QUERO SER FERMENTO... o caminho que encontrei foi fazer! Quero que as pessoas vejam o Reino refletido em mim. Não sei se está dando certo! É uma busca incessante... Sim Villy, eu sei que é. Deixo Jesus participar dos meus sonhos... e nesse fim de semana, juntando duas pregações, Villy e Gondim responderam uma de minhas questões...

Um disse no sábado: “os valores atualmente estão invertidos” e o outro completou hoje: “a causa de Cristo requer frustrações. Quem lida com valores deve se preparar para ser rejeitado. Quem quer falar de espiritualidade, prepare-se porque sofrerá com o desdém das pessoas”. Entendi quase tudo... Por isso, precisamos dar um passo a mais... preciso dar um passo a mais. “Vencedor, não é necessariamente o que leva a vitória, mas o que não desistiu”. Quantos passos Jesus deu, em seu íntimo, em seu coração, para chegar até a cruz?

Tentei me colocar no lugar Dele hoje, venho tentando na verdade. Entendi a sua dor, a lágrima que escorreu pelo seu rosto, mas na verdade era de um espírito que ainda chora. É a dor de não se sentir amado... Ele amou, ensinou valores, caminhou junto, dividiu o pão, a água, consolou, mas foi humilhado, rejeitado... é uma dor indescritível... das profundezas do íntimo.

Por isso, esse texto é um recado, não apenas para quem lê, mas, antes, para mim mesma. Não vale a pena desistir. Jesus não desistiu. A felicidade pode estar no próximo passo, vai saber! Se não estiver, apenas pelo fato de não ter desistido, você é muito mais que vencedor; eu sou!

Que não nos cansemos de fazer o bem, não desistamos de nossos valores, mesmo que eles não agradem quem queiramos, muitas vezes, agradar.. o que importa é que Deus conhece o nosso coração.

NÃO DESISTA DA VIDA. ELA É MUITO PRECIOSA E DEUS AINDA NÃO DESISTIU DE NÓS.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amar e seguir a Deus

Difícil é explicar por que se ama! Até mesmo quando se trata de Deus.
Mas amo a Deus porque Ele é tudo! É quem sustenta, é a fortaleza, é o meu amparo.

Ele é vida, é amor puro! É esperança.
Porque o amo, consigo perceber o valor de viver,
Porque Ele me ama, consigo perceber a alegria do amanhecer, a tranquilidade do entardecer, a paz da noite e a felicidade do movimento que enriquece o dia.


Não o sigo, eu ando com Ele, porque Ele quis fazer isso por mim.
Porque se dispôs a me conhecer, a me amar,
a sorrir comigo, a chorar comigo
é que me sinto disposta a viver com Deus.

E nessa relação, Ele bem me conhece,
conflitos tenho muitos, temos muitos.
E há duas únicas certezas nesse convívio: o Amor sincero e o companheirismo eterno.


“Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantamos felizes”. Salmo 90 v.13