Ser forte é amar alguém em silêncio
Ser forte é deixar-se amar por alguém que não se ama
Ser forte é fingir alegria quando não se sente
Ser forte é sorrir quando se deseja chorar
Ser forte é consolar quando se precisa de consolo
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos sua angústia
Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz
Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno
Ser forte é manter-se calmo no desespero
Ser forte é elogiar quando se tem vontade de maldizer
Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços
Ser forte é ter fé naquilo que não se acredita
Ser forte é perdoar alguém que não merece o perdão
Ser forte é, enfim viver quando já se está "morto"
Por isso, por mais difícil que seja a vida, ame-a, seja forte!
Autor: Anônimo
domingo, 19 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Os movimentos do amor
Além dos textos que escrevo, que expressam o que anda no meu coração, gosto de postar nesse blog textos de amigos ou conhecidos que também apreciam a arte da escrita. Este, vale muito a pena! Foi escrito por Lucas Lujan, aprecie!
Os movimentos do amor
Há um grande perigo quando falamos em “amor”: deixá-lo na dimensão conceitual, inanimado, frio e estático. Fazemos isso quando falamos nele apenas teoricamente em nossas elaborações; quando aprendemos a discursar e a escrever sobre ele de forma eloqüente, mas sem nenhuma prática.
Jesus conhecia esse risco. Por isso ensinou a amar o próximo, para que o amor fosse um movimento, dinâmico e vivo, na construção da nossa vida e da vida dos outros. Não ensinou teoricamente, ensinou amando. Ele era a lição.
Para ser legítimo, o amor precisa ter desdobramentos, conseqüências históricas, capazes de transformar e inspirar a vida.
Amor se desdobra em solidariedade. Se importa com as carências do outro, se há o que comer e vestir. Se sentir indignado com a miséria é a experiência fundamental do ser humano, porque é o começo da transformação a ser empreendida para minimizar o sofrimento. Quem é solidário tem a virtude da compaixão: se responsabilizar pelo bem estar comunitário.
Amor se desdobra em alegria, porque dá razão para viver. Viver alegre não é viver sem sofrimento ou dor, é viver com esperança; saber que não está vagando. É isso que motiva a seguir em frente. Quem sabe para onde está indo não tem pressa, aproveita a jornada.
Amor se desdobra em paz. Não quer guerra, porque disputar não faz sentido. Não quer briga, porque não quer ter razão. O perigo em quem quer ter razão é acreditar-se possuidor da verdade, e se tornar capaz de matar por ela. Quem quer paz está disposto a morrer, não a matar. Quem quer paz tem a virtude da mansidão; é avesso a agressão.
Amor se desdobra em paciência. É tardio para se irritar e apressado para ensinar. O amor repete o processo quantas vezes for preciso. É como a mãe que ensina quatrocentos e trinta e seis vezes a mesma coisa, ou como o pai que dá sempre mais uma chance. É tolerar contrariedades e perseverar - prosperar o caráter.
Amor se desdobra em bondade, em bem querer. Fazer de tudo para tornar a vida do próximo melhor, mais confortável, mais feliz; mesmo que, para isso, seja preciso anular a si mesmo. Preferir pagar o ônus a ver o outro sofrer.
Amor se desdobra em fidelidade. Não negociar certas propostas, certos valores, certas histórias. É vestir a camisa. Assumir o compromisso da caminhada; ir até o fim. É largar o trabalho para passar o dia com o amigo derrotado em outra cidade, a despeito da hora e da distância. É não ver barreiras para honrar o parceiro.
Amor se desdobra em misericórdia. Sentir a dor do outro, unindo os corações. Não colocar o dedo na ferida, mas permitir que ela cicatrize. Não julgar, porque conhece o banco dos réus. É não cobrar o erro, mas perdoar – porque o amor também se desdobra em perdão.
Amor se desdobra em liberdade, porque é nela, e só nela, que ele acontece.
Todos os desdobramentos estão intimamente relacionados, porque se resumem em amar.
Não há nada mais importante na vida humana do que amar e ser amado. É por isso que creio no Deus revelado na Bíblia: porque Ele é amor – é por meio do amor que tenho experiências com Ele.
Lucas Lujan
Os movimentos do amor
Há um grande perigo quando falamos em “amor”: deixá-lo na dimensão conceitual, inanimado, frio e estático. Fazemos isso quando falamos nele apenas teoricamente em nossas elaborações; quando aprendemos a discursar e a escrever sobre ele de forma eloqüente, mas sem nenhuma prática.
Jesus conhecia esse risco. Por isso ensinou a amar o próximo, para que o amor fosse um movimento, dinâmico e vivo, na construção da nossa vida e da vida dos outros. Não ensinou teoricamente, ensinou amando. Ele era a lição.
Para ser legítimo, o amor precisa ter desdobramentos, conseqüências históricas, capazes de transformar e inspirar a vida.
Amor se desdobra em solidariedade. Se importa com as carências do outro, se há o que comer e vestir. Se sentir indignado com a miséria é a experiência fundamental do ser humano, porque é o começo da transformação a ser empreendida para minimizar o sofrimento. Quem é solidário tem a virtude da compaixão: se responsabilizar pelo bem estar comunitário.
Amor se desdobra em alegria, porque dá razão para viver. Viver alegre não é viver sem sofrimento ou dor, é viver com esperança; saber que não está vagando. É isso que motiva a seguir em frente. Quem sabe para onde está indo não tem pressa, aproveita a jornada.
Amor se desdobra em paz. Não quer guerra, porque disputar não faz sentido. Não quer briga, porque não quer ter razão. O perigo em quem quer ter razão é acreditar-se possuidor da verdade, e se tornar capaz de matar por ela. Quem quer paz está disposto a morrer, não a matar. Quem quer paz tem a virtude da mansidão; é avesso a agressão.
Amor se desdobra em paciência. É tardio para se irritar e apressado para ensinar. O amor repete o processo quantas vezes for preciso. É como a mãe que ensina quatrocentos e trinta e seis vezes a mesma coisa, ou como o pai que dá sempre mais uma chance. É tolerar contrariedades e perseverar - prosperar o caráter.
Amor se desdobra em bondade, em bem querer. Fazer de tudo para tornar a vida do próximo melhor, mais confortável, mais feliz; mesmo que, para isso, seja preciso anular a si mesmo. Preferir pagar o ônus a ver o outro sofrer.
Amor se desdobra em fidelidade. Não negociar certas propostas, certos valores, certas histórias. É vestir a camisa. Assumir o compromisso da caminhada; ir até o fim. É largar o trabalho para passar o dia com o amigo derrotado em outra cidade, a despeito da hora e da distância. É não ver barreiras para honrar o parceiro.
Amor se desdobra em misericórdia. Sentir a dor do outro, unindo os corações. Não colocar o dedo na ferida, mas permitir que ela cicatrize. Não julgar, porque conhece o banco dos réus. É não cobrar o erro, mas perdoar – porque o amor também se desdobra em perdão.
Amor se desdobra em liberdade, porque é nela, e só nela, que ele acontece.
Todos os desdobramentos estão intimamente relacionados, porque se resumem em amar.
Não há nada mais importante na vida humana do que amar e ser amado. É por isso que creio no Deus revelado na Bíblia: porque Ele é amor – é por meio do amor que tenho experiências com Ele.
Lucas Lujan
domingo, 12 de setembro de 2010
Um passo mais...
As palavras do Gondim ainda palpitam na minha mente. “Vencedor não é aquele que alcança a vitória, mas o que nunca desiste”. Quantas vezes a gente não tem vontade de desistir nessa vida? Só neste ano, eu já perdi as contas.
Há dias venho pedindo uma conversa com Jesus; queria perguntar algumas coisas pessoalmente para Ele. Como se essas coisas acontecessem assim. Mas estava no meu coração a dúvida: “o Senhor, que nos ama pela graça, não se revela pelas pessoas?! Então meu Jesus, por que elas têm o coração tão duro?”.
A resposta não foi direta, mas me fez pensar sobre essa e outras questões que afligem o meu coração. E como diz o meu amigo Lucas, Deus fala da maneira que menos esperamos. Dessa vez, Ele falou comigo por meio do meu irmão, que acredita em Deus, mas não segue nenhuma religião. Em meio a uma briga (sim, uma discussão tola, por algo mais tolo ainda), eu que me sentia desamada – se é que essa palavra existe -, literalmente, ouvi do meu irmão, que era a última pessoa da qual eu espera ouvir esse tipo de coisa – que o meu problema era não me sentir amada. Bruscamente, ele me segurou pelos braços e disse: “eu sei qual é o seu problema, você precisa disso!” e me abraçou! “a gente te ama Lia e sentimos falta de você com nós”, ele completou.
Como podemos perder o chão dessa forma? Às vezes parece que a vida é um lixo! Mas não! Eu sempre achei a vida linda de se viver! Mas a gente não sabe viver... muitas vezes eu não sei viver, essa é que é a verdade!
Erro ao esperar ver Deus nas “grandes” pessoas... Ele, na maioria das vezes, não está lá! E às vezes me questiono muito sobre o que pareço ser para as pessoas! Não importa! Ou pelo menos não deveria importar, Deus conhece o meu coração! Não preciso me justificar.
Sim! QUERO SER FERMENTO... o caminho que encontrei foi fazer! Quero que as pessoas vejam o Reino refletido em mim. Não sei se está dando certo! É uma busca incessante... Sim Villy, eu sei que é. Deixo Jesus participar dos meus sonhos... e nesse fim de semana, juntando duas pregações, Villy e Gondim responderam uma de minhas questões...
Um disse no sábado: “os valores atualmente estão invertidos” e o outro completou hoje: “a causa de Cristo requer frustrações. Quem lida com valores deve se preparar para ser rejeitado. Quem quer falar de espiritualidade, prepare-se porque sofrerá com o desdém das pessoas”. Entendi quase tudo... Por isso, precisamos dar um passo a mais... preciso dar um passo a mais. “Vencedor, não é necessariamente o que leva a vitória, mas o que não desistiu”. Quantos passos Jesus deu, em seu íntimo, em seu coração, para chegar até a cruz?
Tentei me colocar no lugar Dele hoje, venho tentando na verdade. Entendi a sua dor, a lágrima que escorreu pelo seu rosto, mas na verdade era de um espírito que ainda chora. É a dor de não se sentir amado... Ele amou, ensinou valores, caminhou junto, dividiu o pão, a água, consolou, mas foi humilhado, rejeitado... é uma dor indescritível... das profundezas do íntimo.
Por isso, esse texto é um recado, não apenas para quem lê, mas, antes, para mim mesma. Não vale a pena desistir. Jesus não desistiu. A felicidade pode estar no próximo passo, vai saber! Se não estiver, apenas pelo fato de não ter desistido, você é muito mais que vencedor; eu sou!
Que não nos cansemos de fazer o bem, não desistamos de nossos valores, mesmo que eles não agradem quem queiramos, muitas vezes, agradar.. o que importa é que Deus conhece o nosso coração.
NÃO DESISTA DA VIDA. ELA É MUITO PRECIOSA E DEUS AINDA NÃO DESISTIU DE NÓS.
Há dias venho pedindo uma conversa com Jesus; queria perguntar algumas coisas pessoalmente para Ele. Como se essas coisas acontecessem assim. Mas estava no meu coração a dúvida: “o Senhor, que nos ama pela graça, não se revela pelas pessoas?! Então meu Jesus, por que elas têm o coração tão duro?”.
A resposta não foi direta, mas me fez pensar sobre essa e outras questões que afligem o meu coração. E como diz o meu amigo Lucas, Deus fala da maneira que menos esperamos. Dessa vez, Ele falou comigo por meio do meu irmão, que acredita em Deus, mas não segue nenhuma religião. Em meio a uma briga (sim, uma discussão tola, por algo mais tolo ainda), eu que me sentia desamada – se é que essa palavra existe -, literalmente, ouvi do meu irmão, que era a última pessoa da qual eu espera ouvir esse tipo de coisa – que o meu problema era não me sentir amada. Bruscamente, ele me segurou pelos braços e disse: “eu sei qual é o seu problema, você precisa disso!” e me abraçou! “a gente te ama Lia e sentimos falta de você com nós”, ele completou.
Como podemos perder o chão dessa forma? Às vezes parece que a vida é um lixo! Mas não! Eu sempre achei a vida linda de se viver! Mas a gente não sabe viver... muitas vezes eu não sei viver, essa é que é a verdade!
Erro ao esperar ver Deus nas “grandes” pessoas... Ele, na maioria das vezes, não está lá! E às vezes me questiono muito sobre o que pareço ser para as pessoas! Não importa! Ou pelo menos não deveria importar, Deus conhece o meu coração! Não preciso me justificar.
Sim! QUERO SER FERMENTO... o caminho que encontrei foi fazer! Quero que as pessoas vejam o Reino refletido em mim. Não sei se está dando certo! É uma busca incessante... Sim Villy, eu sei que é. Deixo Jesus participar dos meus sonhos... e nesse fim de semana, juntando duas pregações, Villy e Gondim responderam uma de minhas questões...
Um disse no sábado: “os valores atualmente estão invertidos” e o outro completou hoje: “a causa de Cristo requer frustrações. Quem lida com valores deve se preparar para ser rejeitado. Quem quer falar de espiritualidade, prepare-se porque sofrerá com o desdém das pessoas”. Entendi quase tudo... Por isso, precisamos dar um passo a mais... preciso dar um passo a mais. “Vencedor, não é necessariamente o que leva a vitória, mas o que não desistiu”. Quantos passos Jesus deu, em seu íntimo, em seu coração, para chegar até a cruz?
Tentei me colocar no lugar Dele hoje, venho tentando na verdade. Entendi a sua dor, a lágrima que escorreu pelo seu rosto, mas na verdade era de um espírito que ainda chora. É a dor de não se sentir amado... Ele amou, ensinou valores, caminhou junto, dividiu o pão, a água, consolou, mas foi humilhado, rejeitado... é uma dor indescritível... das profundezas do íntimo.
Por isso, esse texto é um recado, não apenas para quem lê, mas, antes, para mim mesma. Não vale a pena desistir. Jesus não desistiu. A felicidade pode estar no próximo passo, vai saber! Se não estiver, apenas pelo fato de não ter desistido, você é muito mais que vencedor; eu sou!
Que não nos cansemos de fazer o bem, não desistamos de nossos valores, mesmo que eles não agradem quem queiramos, muitas vezes, agradar.. o que importa é que Deus conhece o nosso coração.
NÃO DESISTA DA VIDA. ELA É MUITO PRECIOSA E DEUS AINDA NÃO DESISTIU DE NÓS.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Amar e seguir a Deus
Difícil é explicar por que se ama! Até mesmo quando se trata de Deus.
Mas amo a Deus porque Ele é tudo! É quem sustenta, é a fortaleza, é o meu amparo.
Ele é vida, é amor puro! É esperança.
Porque o amo, consigo perceber o valor de viver,
Porque Ele me ama, consigo perceber a alegria do amanhecer, a tranquilidade do entardecer, a paz da noite e a felicidade do movimento que enriquece o dia.
Não o sigo, eu ando com Ele, porque Ele quis fazer isso por mim.
Porque se dispôs a me conhecer, a me amar,
a sorrir comigo, a chorar comigo
é que me sinto disposta a viver com Deus.
E nessa relação, Ele bem me conhece,
conflitos tenho muitos, temos muitos.
E há duas únicas certezas nesse convívio: o Amor sincero e o companheirismo eterno.
“Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantamos felizes”. Salmo 90 v.13
Mas amo a Deus porque Ele é tudo! É quem sustenta, é a fortaleza, é o meu amparo.
Ele é vida, é amor puro! É esperança.
Porque o amo, consigo perceber o valor de viver,
Porque Ele me ama, consigo perceber a alegria do amanhecer, a tranquilidade do entardecer, a paz da noite e a felicidade do movimento que enriquece o dia.
Não o sigo, eu ando com Ele, porque Ele quis fazer isso por mim.
Porque se dispôs a me conhecer, a me amar,
a sorrir comigo, a chorar comigo
é que me sinto disposta a viver com Deus.
E nessa relação, Ele bem me conhece,
conflitos tenho muitos, temos muitos.
E há duas únicas certezas nesse convívio: o Amor sincero e o companheirismo eterno.
“Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantamos felizes”. Salmo 90 v.13
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Saudade que dói
Há um grito ardente, reprimido, pedindo para ser expressado. Mas me controlo.
Contudo, acho que algumas coisas devem transpor os limites do nosso pensamento, como uma possibilidade de libertação, refiro-me a sentimento!
Ultimamente tenho brigado comigo mesma. Uma briga interna sobre o que sinto e não sinto. Quero não sentir, mas sinto; por quê? Refiro-me à saudade.
Há coisas que não têm explicação. Saudade é um mal que mata aos poucos. Mas dizem que alguns males são bons e necessários; no caso da saudade, apenas quando sabemos que vamos matá-la ao invés de morrer.
A saudade traduz um vazio, um vazio de morte. Um buraco interior que é impossível preencher. A saudade rouba a nossa alegria. É triste, é solitária. É má por si só, porque revive lembranças e as lembranças fazem a ferida sangrar, a dor doer mais.
É uma falta... grande. Falta do que amamos, do que perdemos. Saudade, perda, dor, sofrimento e Amor andam ali, lado a lado. A saudade chega porque se perdeu alguém, a perda gera a dor, a dor o sofrimento e tudo isso apenas acontece porque existe o amor, pois sem ele a saudade não perdura; por vezes, ela nem chega a nascer.
Saudade traduz a ausência dos melhores momentos. Momentos de uma intimidade indescritível. Como esquecê-los é um grande problema!
Embora o tempo passe... (e na minha cabeça isso é uma grande confusão, porque os momentos ruins demoram parece anos para passar enquanto os bons ... voam!) como me desfazer das gargalhadas, cabeçadas, cochilos, do som da voz, do olhar, da mão no meu cabelo, das ligações, dos boa noites e dos bom dias, do abraço, dos beliscões, das conversas, da forma como me apoio nas costas para descer “certa” rampa, dos pedidos de uns docinhos, dos e-mails pra dizer da bendita saudade (nesse caso bendita só porque sabe-se que vai matá-la), da surpresa em uma quinta após faculdade, do aperto para me ver perder o ar – sem reclamar -, dos amassos, dos agarros, das sentadas no colo; enfim, não dá pra esquecer! Hoje está osso parar de pensar em tudo isso.
Por isso, a saudade não é boa. O coração doe, o corpo sofre e a garganta arde com vontade de dizer: que saudade! Todo tempo do mundo seria pouco para matar essa saudade que sinto e, às vezes, tenho a impressão que a eternidade vai ser pouca para esquecer o amor que alimenta essa saudade.
Contudo, acho que algumas coisas devem transpor os limites do nosso pensamento, como uma possibilidade de libertação, refiro-me a sentimento!
Ultimamente tenho brigado comigo mesma. Uma briga interna sobre o que sinto e não sinto. Quero não sentir, mas sinto; por quê? Refiro-me à saudade.
Há coisas que não têm explicação. Saudade é um mal que mata aos poucos. Mas dizem que alguns males são bons e necessários; no caso da saudade, apenas quando sabemos que vamos matá-la ao invés de morrer.
A saudade traduz um vazio, um vazio de morte. Um buraco interior que é impossível preencher. A saudade rouba a nossa alegria. É triste, é solitária. É má por si só, porque revive lembranças e as lembranças fazem a ferida sangrar, a dor doer mais.
É uma falta... grande. Falta do que amamos, do que perdemos. Saudade, perda, dor, sofrimento e Amor andam ali, lado a lado. A saudade chega porque se perdeu alguém, a perda gera a dor, a dor o sofrimento e tudo isso apenas acontece porque existe o amor, pois sem ele a saudade não perdura; por vezes, ela nem chega a nascer.
Saudade traduz a ausência dos melhores momentos. Momentos de uma intimidade indescritível. Como esquecê-los é um grande problema!
Embora o tempo passe... (e na minha cabeça isso é uma grande confusão, porque os momentos ruins demoram parece anos para passar enquanto os bons ... voam!) como me desfazer das gargalhadas, cabeçadas, cochilos, do som da voz, do olhar, da mão no meu cabelo, das ligações, dos boa noites e dos bom dias, do abraço, dos beliscões, das conversas, da forma como me apoio nas costas para descer “certa” rampa, dos pedidos de uns docinhos, dos e-mails pra dizer da bendita saudade (nesse caso bendita só porque sabe-se que vai matá-la), da surpresa em uma quinta após faculdade, do aperto para me ver perder o ar – sem reclamar -, dos amassos, dos agarros, das sentadas no colo; enfim, não dá pra esquecer! Hoje está osso parar de pensar em tudo isso.
Por isso, a saudade não é boa. O coração doe, o corpo sofre e a garganta arde com vontade de dizer: que saudade! Todo tempo do mundo seria pouco para matar essa saudade que sinto e, às vezes, tenho a impressão que a eternidade vai ser pouca para esquecer o amor que alimenta essa saudade.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Parabéns, meu caçula!
Ma,
Te amo com as minhas entranhas.
Te amo tanto ... tanto ... de um jeito que não sei dizer.
Sei lá, um jeito meio mãe, meio irmã...
Meio amiga, que busca te ouvir e te ajudar.
Te amo tanto ... tanto
Que não é possível imaginar.
Esse amor, sendo sincera, dói!
Pois você raramente está presente,
raramente comemos juntos, vemos um filme
ou damos risadas ...
como quando éramos pequeninos!
Mas quer saber? São os desígnios da vida...
Acontece com todos ...
uma hora estamos juntos,
outra, já estamos longe ...
Mas o que importa pra mim
é saber que te tenho
e você me tem.
Que qualquer coisa que aconteça
em nossas vidas ...
jamais destruirá esse amor genuíno
que tenho por você.
Te amo tanto ... tanto ...
como a mim mesma,
como o ar que respiro,
como o sangue que corre nas minhas veias.
Que Deus esteja presente na sua vida.
Que te oriente na sua caminhada.
E que nos permitamos a estar mais presentes na vida um do outro
e compartilhar todos os momentos – felizes ou tristes.
Parabéns pelos seus 23 aninhos...
E muitas felicidades por mais umas 100 primaveras.
Te amo tanto ... tanto
Te amo com as minhas entranhas.
Te amo tanto ... tanto ... de um jeito que não sei dizer.
Sei lá, um jeito meio mãe, meio irmã...
Meio amiga, que busca te ouvir e te ajudar.
Te amo tanto ... tanto
Que não é possível imaginar.
Esse amor, sendo sincera, dói!
Pois você raramente está presente,
raramente comemos juntos, vemos um filme
ou damos risadas ...
como quando éramos pequeninos!
Mas quer saber? São os desígnios da vida...
Acontece com todos ...
uma hora estamos juntos,
outra, já estamos longe ...
Mas o que importa pra mim
é saber que te tenho
e você me tem.
Que qualquer coisa que aconteça
em nossas vidas ...
jamais destruirá esse amor genuíno
que tenho por você.
Te amo tanto ... tanto ...
como a mim mesma,
como o ar que respiro,
como o sangue que corre nas minhas veias.
Que Deus esteja presente na sua vida.
Que te oriente na sua caminhada.
E que nos permitamos a estar mais presentes na vida um do outro
e compartilhar todos os momentos – felizes ou tristes.
Parabéns pelos seus 23 aninhos...
E muitas felicidades por mais umas 100 primaveras.
Te amo tanto ... tanto
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Sim, ainda creio Nele!
“E aí? Você ainda acredita que Deus exista?”, perguntou um conhecido meu outro dia, sabendo da minha crença e os contratempos da minha vida. Fico me perguntando, às vezes, como alguém tem coragem de me perguntar isso? Ou, pior, como alguém pode ter essa dúvida? Mas é justificável, diante do sofrimento do mundo, que as pessoas se questionem sobre isso. Difícil é explicar que isso não tem nada a ver com Deus, que ele não é cúmplice da barbárie humana, que cada um é livre para fazer o que quer e dentro dessa liberdade nasce o sofrimento!
Sem pestanejar disse que sim! Claro, Deus existe! Confio Nele! E não que Ele me dará uma vida plena, feliz, sem lágrimas, livre de tristezas e amarguras; mas que acima de tudo me fortalece para superar esses momentos difíceis.
Difícil entender? Ok! Vou tentar me expressar melhor.
Sim Deus é um mistério, ao mesmo tempo em que não! Basta trazer para a nossa realidade a existência Dele. Deus está na conversa com um amigo que me consola em um momento de tristeza, naquele que chora com a minha dor e seca as minhas lágrimas, num abraço reconfortante, na força que uma mulher encontra para continuar a vida quando perde um filho, em um sorriso quando tudo o que você quer é fugir para um lugar bem distante onde ninguém possa te achar ... um deserto!
Mais concretamente?
Deus está naquele que alimenta a quem tem fome, que cuida do doente sem querer nada em troca, que se propõe a estar presente entre os “fracos” e a ajudá-los em uma caminhada; naquele que olha o outro com igualdade, porque somos frutos da mesma origem, e busca aprender algo.
Deus está no mistério da vida, no sol que brilha a cada dia, na flor que desabrocha, nos pássaros que voam, no vento que sopra ... e também na tempestade que chama à reflexão. Deus existe porque a vida é linda e a única explicação para a existência do mundo é Ele.
É como se fosse uma força maior dizendo no meu interior: “você é tão importante e pode fazer tanto por mim!” Eu? Fazer tanto por Deus? Sim, quando faço ao meu próximo, faço a Ele diretamente.
Sim! Creio que Deus exista e a única razão para acreditar nisso é a certeza da existência de um amor, um amor tão grande .... que se revela em perdas – como a de Jesus na Cruz. E como posso crer nisso? Porque quando Ele poderia se isentar, preferiu estar entre nós, ensinar, conversar, acolher, curar ... enfim, escolheu viver a nossa vida.
Sem pestanejar disse que sim! Claro, Deus existe! Confio Nele! E não que Ele me dará uma vida plena, feliz, sem lágrimas, livre de tristezas e amarguras; mas que acima de tudo me fortalece para superar esses momentos difíceis.
Difícil entender? Ok! Vou tentar me expressar melhor.
Sim Deus é um mistério, ao mesmo tempo em que não! Basta trazer para a nossa realidade a existência Dele. Deus está na conversa com um amigo que me consola em um momento de tristeza, naquele que chora com a minha dor e seca as minhas lágrimas, num abraço reconfortante, na força que uma mulher encontra para continuar a vida quando perde um filho, em um sorriso quando tudo o que você quer é fugir para um lugar bem distante onde ninguém possa te achar ... um deserto!
Mais concretamente?
Deus está naquele que alimenta a quem tem fome, que cuida do doente sem querer nada em troca, que se propõe a estar presente entre os “fracos” e a ajudá-los em uma caminhada; naquele que olha o outro com igualdade, porque somos frutos da mesma origem, e busca aprender algo.
Deus está no mistério da vida, no sol que brilha a cada dia, na flor que desabrocha, nos pássaros que voam, no vento que sopra ... e também na tempestade que chama à reflexão. Deus existe porque a vida é linda e a única explicação para a existência do mundo é Ele.
É como se fosse uma força maior dizendo no meu interior: “você é tão importante e pode fazer tanto por mim!” Eu? Fazer tanto por Deus? Sim, quando faço ao meu próximo, faço a Ele diretamente.
Sim! Creio que Deus exista e a única razão para acreditar nisso é a certeza da existência de um amor, um amor tão grande .... que se revela em perdas – como a de Jesus na Cruz. E como posso crer nisso? Porque quando Ele poderia se isentar, preferiu estar entre nós, ensinar, conversar, acolher, curar ... enfim, escolheu viver a nossa vida.
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