terça-feira, 30 de setembro de 2008

Experiência

Nossa vida é um case de experiências boas e ruins. Ser experiente faz do ser-humano uma pessoa com mais capacidade de decisão. O torna mais apto a ter ou abortar atitudes. Mas até chegar a esse poder de maturidade, essas experiências deixam cicatrizes, na maioria das vezes, grandes e profundas.

Essas circunstâncias da vida têm o seu lado bom e o seu lado ruim. O bom é que é muito melhor ser experiente e apto a lidar com fases difíceis da vida do que ser inexperiente, viver em uma redoma de vidro, e incapaz de sobreviver sem o amparo alheio.

Por outro lado, às vezes o resultado de uma experiência nos causa medo e isso, sem dúvida, é ruim, porque poderemos desperdiçar oportunidades únicas de sermos felizes. Porém o medo é algo que podemos vencer com muita coragem (ação que vem do coração).

É maravilhoso quando vencemos esses medos. É como se nos livrássemos de amarras, como se reencontrássemos o ar que nos faltava para respirar, é como se tivéssemos aprendido a andar de novo.

Mas infelizmente essa vitória não nos livra de enfrentarmos outros medos, outros obstáculos. Pode ser que ela seja apenas um passo ou uma caminhada para um obstáculo muito maior. O importante é sempre pensarmos no resultado da circunstância, porque o caminho pode ser estreito, a caminhada pode ser árdua, mas o resultado final provavelmente será tão gratificante que vale a pena enfrentar todos esses percalços, que são colocados no nosso caminho para que desistamos da busca pela felicidade.

“Procurarei com zelo os melhores dons e eu vos mostrarei um cominho ainda mais excelente.” (Paulo – I aos Coríntios, 12: 31)

domingo, 21 de setembro de 2008

Banquete do Amor - Filme



Quem vê o DVD “Feast of Love” ou “Banquete do Amor” (título em português) na prateleira da locadora, pensa tratar-se de mais uma comédia romântica, onde tudo acaba bem no final. E confesso, eu adoro esses filmes, por isso o aluguei.


No entanto, me surpreendi. “Banquete do amor” tem muito mais a dizer, além de uma bonitinha história de amor. Ele retrata muito a vida de pessoas que cometem erros, acertos, se frustam, sofrem, mas tentam seguir adiante.


E o mais interessante é que em um questionamento sobre como Deus age na vida dessas pessoas em relação aos seus sofrimentos, a resposta é excelente. Vale a pena assistir. O filme tem uma mensagem incrível.


A história se passa na cidade de Oregon, EUA, (2007) e traz no elenco Morgan Freeman, um ótimo ator, na minha opinião. O filme tem 101 minutos e é dirigido por Robert Benton.

Por quê?

"I hope someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be star,
In somebody else's sky,
But why, why, why
Can't it be, oh can't it be mine?"

Pearl Jam - Black


Eu sei que algum dia você terá uma linda vida,
Eu sei que você será uma estrela,
No céu de um outro alguém,
Mas por que, por que, por que
não pode ser, por que não pode ser meu?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A paz que mora nos corações humanos

“Pois quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios de palavras enganosas. Afaste-se do mal e faça o bem; busque e siga a paz. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos a sua oração, mas a face do Senhor está contra os que praticam o mal” - I Pedro, 3. 10-12

É curiosa a expectativa do ser-humano em relação à paz. Para muitas pessoas, a paz é o vazio, a solidão; aquele momento em que nenhuma alma no mundo pode retirar aquele sossego momentâneo que pode ser diferente para cada pessoa.

Alguns acreditam que paz é conquistada quando o marido sai para jogar bola; quando a esposa vai ao cabeleireiro; quando os filhos vão para a escola; quando a sogra anuncia que no domingo não vai almoçar na casa da nora ou do genro; quando o irmão ou irmã vai passar a noite na casa do amigo e o quarto, ao menos por uma noite, terá um único dono. Isso não é paz!

Para outros, é aquele momento em que se pára para escutar uma música preferida, se descansa observando o mar ou se interte olhando as luzes da cidade à noite. Tudo isso são instantes de tranquilidade!

Paz mesmo nós conquistamos no interior de cada um de nós. Nós temos que ter paz para ignorar uma provocação à briga; para tentar dar a volta por cima em uma situação de desespero; para entender o próximo; ignorar as manias do marido ou da esposa quando tudo que você queria era espaço para desempenhar suas tarefas sem ter que mandá-lo (a) passear; relevar as atitudes que o irmão toma sem nos consultar, ele não vai mudar mesmo, por que perder sua paz por isso?; ter paz para aceitar as provocações da sogra em qualquer situação sem revidá-las, com a certeza que um dia sua amabilidade irá tocá-la.

Portanto, conquistar a paz não é virar as costas para essas situações ou “pagá-las com a mesma moeda”, mas afastar-nos (no sentido de bloquear-nos) desse mal, fazer o bem e encontrar a paz dentro do nossos corações e segui-lá, mantendo-a junto de nós sempre. O resultado conferiremos nas nossas vidas. Disse Paulo, em II Coríntios 13.11: “Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente, tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará com vocês”.

domingo, 31 de agosto de 2008

Renovação

"Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo." Mc. 1-8 "E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito de Deus, que como pomba descia sobre ele." Mc. 1-10

Ainda não consigo descrever quão sublime é a sensação de renascer pelas águas do Batismo em nome de Cristo Jesus. Este dia com certeza é um dos mais gloriosos da minha vida e ficará cravado no meu coração para o resto da minha eternidade. Hoje, foi o marco de que uma Eliane morreu e outra renasceu para viver uma vida de glória e amor em nome de Deus. Na companhia Dele, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que, finalmente, eu possa estar na sua presença para dizer o quão grata sou por ser tão amada e agraciada por sua permanência na minha vida.

Hoje, fui banhada com o Espírito Santo de Deus. Ainda é latente no meu coração os momentos indescritíveis da felicidade e da plenitude divina que senti. A única maneira que tenho para agradecer ao Pai por tão doce lembrança é servi-lo sendo útil e boa ao meu próximo, e que assim seja para todo o sempre.

sábado, 23 de agosto de 2008

O medo da perda

No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. I João 4.18

Me questionei muito sobre essa passagem bíblica nos últimos dias. Me questionei porque as duas últimas semanas, com um breve intervalo de três dias, foram de temor para mim. Me deparei em uma recepção de hospital sozinha, em uma madrugada vazia, enquanto em algum departamento desse lugar pavoroso meu pai lutava para fugir da morte.

Entrei, pela primeira vez, em uma Unidade de Terapia Intensiva, coisa que só tinha visto em filme. Fiquei chocada e, mais abalada ainda, quando percebi que quase não consegui conversar com um dos homens que mais amo na vida. Ele quase não me reconhecia. Não sei explicar o que senti. Como nesses momentos a mente humana não trabalha bem, somente esperava o pior.

Comecei a pensar nas várias coisas que fizemos juntos. Lembrei dos vários sorvetes que tomamos, das andadas de bicicleta, das vezes que ele bateu corda para eu e meus irmãos pular, das vezes que me levou para escola, das vezes que brigou comigo. Lembrei de tudo, de tudo que me deu e de tudo que me negou.

E hoje, só penso em como não gostaria de perdê-lo, embora já não tenhamos uma rotina diária juntos. Gostaria de ter a certeza que vou proporcionar a ele e meus futuros filhos a feliz convivência entre avô e netos, da qual infelizmente fui privada.

Gostaria de ter a certeza de que vamos passar mais Natais juntos, de que ainda teremos vários almoços dos Dias dos Pais, de que vamos caminhar em um dia ensolarado, em um parque bonito, juntos pela primeira vez, de que vamos assistir mais jogos do Brasil, e de que ele vai entrar comigo na Igreja no dia do meu casamento.

Tenho medo... muito medo de que nada disso aconteça. Se hoje eu pudesse abrir a cabeça dele e colocar alguma coisa dentro, com certeza, colocaria a convicção de que ele tem que se cuidar, de que a vida é a coisa mais preciosa que temos e colocaria o desejo de vivenciar comigo todas as coisas que quero vivenciar com ele; não que eu duvide que ele também queira, mas colocaria a vontade de lutar por isso.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sobre o mundo

Nesta noite, olhei o céu, a lua. Ah, há muito tempo não fazia isso. Eu tenho uma habilidade muito grande para criticar as “despercepções” em relação à natureza e, no tumulto do dia-a-dia, estou me tornando despercebida para as coisas que tanto amo: o pôr-do-sol, o céu estrelado, o amanhecer, o canto dos pássaros, as poucas árvores frondosas da cidade, os desenhos cor-de-rosa e alaranjados no céu em um entardecer, que são tão difíceis de ver. Todos sinais divinos da obra do nosso Senhor Bom Deus. E tudo para quê?

Para tentar descobrir a segredo de como enriquecer outras pessoas nesse mundo egoisticamente capitalista em que vivemos. Para andar com pressa, sem notar a vida, sem mastigar o almoço direito, “atropelando” as pessoas nas ruas, atrás de uma exclusividade. Sim! esse é o meu trabalho.

Mas o que eu ganho com isso, além do curto salário que me deixa sempre no vermelho no fim do mês? Ganho sempre um quero mais. Quero mais soluções, quero mais idéias, quero mais retorno, quero mais inovações, quero mais textos, quero mais acessos, quero mais, quero mais, quero mais....

E sabe o que eu perco? Perco a minha vida, perco as coisas mencionadas acima, que tanto amo, perco a minha sensibilidade – porque começo a deixar de relevar pequenas coisas e a querer protestar e isso gera desentendimentos, e eu odeio isso! Estou começando a pensar que, simplesmente, a força de vontade e a ida à luta são pouco para vencer.

Em certos momentos, até acredito que possa dar certo, pois se está em um barco com cúmplices que têm o mesmo objetivo. Só que, sem mais nem menos, um, ou até mais, desses cúmplices começam a remar com menos força, e o barco vai deixando de navegar. E mesmo que eu acredite que talvez consiga alcançar o destino com algumas pessoas a menos, os meus braços, mais cedo ou mais tarde, cansam e o barco pára.... e afunda.

Olhando a lua cheia da última noite – linda - e o céu estrelado – instigante, com aqueles pontinhos brilhantes, pensei: como o ser humano perde maravilhas. Às vezes, por causa de um egoísmo “contagiante”, por vaidade. E muitas vezes, por sofrer a pressão da “sobrevivência financeira” fecham os olhos para as coisas nobres da vida (isso é relativo, cada um tem uma visão própria sobre preciosidades da vida), até de forma inconsciente, porque muitas pessoas não se dão conta das maravilhas divinas que os cercam, e acham que tudo isso não passa de uma idiotice romântica de mulher ou de quem não tem nada mais interessante para fazer. É uma pena.

Mas refletindo sobre o que ouvi, recentemente, em relação à riqueza, à pobreza e ao capitalismo, propriamente dito, “a riqueza só é possível em cima da miséria de outras pessoas”, conclui que vou continuar perdendo momentos que eu amo da vida. Porque preciso sobreviver, todos nós precisamos de um recurso financeiro para isso. E para que o consigamos, teremos que nos esforçar para enriquecer outras pessoas, enquanto existe um mundo de miséria aos nossos olhos.
Seja como for, a partir de hoje vou tentar perder o menos possível dessa vida que amo, e vou lutar a cada dia para não ser contaminada por essa ambição que domina a humanidade, de enriquecer a custa dos outros.E rogo ao Senhor, para que continue apenas sobrevivendo se for para não enriquecer a base da miséria de outras pessoas. Prefiro continuar pobre, mas rica em amor, e em benevolência ao meu próximo.