domingo, 17 de maio de 2009

O tempo da nossa vida

Há dias venho pensando como as coisas são rotineiras na nossa vida. Como cada passo do nosso acordar ao nosso deitar são parecidos todos os dias e o quanto é importante que eles não fossem totalmente formatados como são.

Comecei a pensar nisso, em algum dia desta semana, no percurso que abrange o desembarque no ponto de ônibus até a entrada no escritório onde trabalho, porque após ultrapassar a porta daquele recinto, às vezes esqueço de me lembrar até quem eu sou.

A reflexão que tomou conta da minha mente nos últimos dias consiste em tentar saber o porquê gastamos tanto as nossas vidas tentando sobreviver e não viver. Por que nos estressamos com o nosso trabalho, com o trânsito, ficamos sem paciência na fila do restaurante, reclamamos da comida que não é bem servida ou que não está do nosso agrado e vivemos assim rotineiramente sem emoções que nos levam a querer gerar mais vida em nós? Por quê?

Hoje, ouvi, preciosamente, que “o tempo é uma riqueza não renovável. O tempo perdido é um tempo perdido para sempre!” (não sei o autor).

E o que fazemos do nosso tempo. Eu mesmo vivo me questionando sobre o que faço no meu dia-a-dia. Penso que o meu trabalho quase que “automático” não produz vida e isso me entristece!
Érico Veríssimo disse “que a felicidade é a certeza de que a minha vida não está passando inutilmente”. Que homem sábio. É isso! Acabei de descobrir porque acho que não sou feliz. Sei que sempre posso fazer algo a mais pelo meu próximo, pela vida, pelo que é valioso para Deus e não tenho feito.

Quero acumular valores que são eternos. E pouco realizo neste sentido. Quero mais e mais aprender a olhar o meu próximo e suas carências e ajudar, quero escutar aquele que nunca encontra ouvidos dispostos a ouvir, quero ignorar aquele que me dirige a palavra para denegrir o outro, quer ser uma agente de promoção de sorrisos, de bem-estar, de alegria, de calor humano por meio do abraço, de sentimento de proteção em aqueles que tem suas lágrimas enxugadas.

O meu único anseio agora é me tornar alguém que não gasta seu tempo inutilmente. Eu quero que cada ação do meu dia seja um estímulo para gerar vida, e vida em abundância. Vida que ansiará gerar novas vidas, em um círculo de dimensão tão grandiosa que o primórdio de existência da humanidade será gerar bem-estar a outras pessoas.

Posso estar sonhando alto, mas um grande castelo começa a partir de um tijolo.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Vida e Tempo



"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta
devido à falta de tempo.
A única falta que terá,
será desse tempo
que infelizmente
não voltará mais".

Mário Quintana

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tempo!

Precioso tempo que nos arranca o fôlego de viver. Santo remédio para as nossas dores, nossas incertezas. Tão necessário, mas tão rápido...apressado!

Como é preciso saber lidar com ele para que se possa aproveitá-lo, senão ele vai embora e não vemos. Como eu preciso apreciá-lo melhor, compreendê-lo melhor, mesmo querendo que às vezes ele fique estagnado...totalmente imóvel, assim:

Queria que o tempo parasse quando te abraço e sinto o teu cheiro...
Queria que o tempo parasse quando você me olha nos olhos...
Queria que o tempo parasse quando você fala comigo para que eu pudesse ficar só te olhando...
Queria que o tempo parasse quando vejo o teu nome na tela do meu celular recebendo chamada...
Ou melhor quando escuto a sua voz me dizendo: “Oi, onde você está?”...
Queria que o tempo parasse quando paramos para beber, comer e conversar...
Queria que o tempo parasse quando você me fala dos seus desejos, dos seus anseios...
Queria que o tempo parasse quando eu posso ser útil a você....
Queria que o tempo parasse quando eu consigo tocar sua pele, segurar a sua mão, mexer nos fios do teu cabelo...
Queria que o tempo parasse quando caminhamos juntos, quando você me acompanha para não me deixar sozinha, se preocupa e diz para eu avisar quando chegar em casa...
Queria que o tempo parasse quando você segura a minha mão, olha e pergunta sobre algum detalhe...
Queria que o tempo parasse quando tomamos sorvete com o mesmo talher...
Queria que o tempo parasse quando você me diz coisas que só imaginava ouvir em sonho...
Queria que o tempo parasse quando você sorri para mim....
Queria que o tempo parasse quando você dirige com somente uma das mãos para segurar a minha com a outra...
Queria que o tempo parasse quando você estivesse bem feliz, para que nada tirasse sua alegria de viver...
Finalmente, quando a gente se beija, você me abraça com força e me levanta no ar... queria que o tempo parasse e desse um tempo maior para a gente viver esse momento!

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” Salmo 90;12

Eli,

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

“A Cabana” – EXCELENTE!



Eu poderia dizer que este foi o melhor livro que li na minha vida até hoje! Uma OBRA que vale a pena passar pela reflexão de todo ser humano. Uma verdadeira história de comunhão com Deus, sobre relacionamento, amor, liberdade, confiança e sobre nossas dúvidas mais insignificantes.

Absorver as palavras de “A Cabana” me fizeram refletir sobre a vida, sobre como me relaciono com as pessoas que eu amo (todas elas – sem distinção), também com aquelas que eu não amo e sobre o que espero e quero de DEUS!


Não sei nada sobre William P. Young (autor do livro), nunca tinha lido nada que escreveu. Mas a sacada deste homem em apresentar Deus da forma como apresentou em “A Cabana” já me fez colocá-lo na lista dos meus escritores prediletos, entre José Saramago, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana e outros.


Para os mais céticos, “A Cabana” não passará de uma provocação ou de uma historinha que não faz sentido nenhum. Entretanto, para aqueles que têm certeza que há um mistério que ronda a existência da vida, do mundo, regida por um SER glorioso, amoroso, cheio de sublimidade, benevolência, compaixão e prontidão, “A Cabana” faz todo o sentido.


O livro derruba um monte de tabus e preconceitos e nos faz refletir sobre o que queremos e fazemos da nossa vida. Como lidamos com a liberdade? Amamos da maneira correta? Como nos relacionamos com o nosso próximo? O que norteia esses relacionamentos? Qual é a nossa ligação com o nosso criador e até que ponto somos fiéis e confiamos Nele? Ouvimos a sua voz latente que insiste em gritar dentro de nós, ou simplesmente a ignoramos, esperando que Ele resolva todos os nossos problemas e satisfaça os nossos desejos sem nos esforçarmos para que a vida conspire ao nosso favor? E o que é uma vida que conspira ao nosso favor? Confira a história de “A Cabana”! Vale muito a pena!
"Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu".

Luis Fernando Veríssimo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Seja do tamanho do seu amor

Falar em amor é instigador. Quantos já quiseram medir, quantificar ou explicar a ocorrência dele ao longo da história. Para Madre Teresa de Calcutá, há realizações na vida que só esse sentimento extraordinário pode explicar: “O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso”.

Mas ninguém aprende a ter um comportamento desprendido e amoroso da noite para o dia. É preciso exercício diário, doses extras de paciência, persistência, empatia e esperança. Mais bonito ainda é perceber que, segundo Platão, não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o amor toma conta dele.

E que no fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente ele permite descobrir. O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Para o notável escritor do romantismo francês, Honoré de Balzac, a tendência do amor é crescer a cada dia. “Quanto mais criticamos menos tempo sobra para amar”, essa a proporção apontada por ele. “Se definha, não é amor”, na opinião de William Shakespeare. Poeta dos sonhos, ele fala com propriedade sobre sentimentos, frustrações, sonhos e amores impossíveis.

Como saber se estou fazendo a coisa certa? Em um dos seus poemas famosos – O tamanho das pessoas -, ele escreve que alguém pode ser enorme quando é agradável, fala do que leu e viveu, trata você com carinho e respeito, olha nos olhos e sorri. É gigante quando procura alternativas para o seu crescimento e sonha junto contigo. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Mas pode ser pequena se só pensa em si mesma, comporta-se de uma maneira pouco gentil e fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: amizade, carinho, respeito, zelo e no próprio amor.

Quantas vezes a voz do coração é deixada de lado em nome dos comportamentos da moda. “Bateu, levou; não levo desaforo para casa; disse apenas a verdade (tem certeza?)”.Num único relacionamento há grandezas ou miudezas. É difícil conviver com a elasticidade das pessoas que se agigantam e se encolhem diante dos olhos. O julgamento não pode ser feito a partir de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Estender a mão a alguém num momento de necessidade torna você único. Recolhê-la inesperadamente o torna mais um. O egoísmo unifica os insignificantes. Compreenda, não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade sem tamanho.

Qual o tamanho do seu amor? Tem oferecido ele a você mesmo ou aos que estão a sua volta? Não adianta se acomodar no sofá mais confortável de casa e empurrar as propostas de uma vida melhor para amanhã. Colocar a culpa das suas infelicidades no governo, nos filhos, no marido (ou esposa), nas mãos do destino, na falta de tempo, no pouco dinheiro, na falta de estudo, no estresse ou na queda das ações na bolsa de valores (nem sou investidor!).

Como diz o meu velho e bom Carlos Drummond de Andrade, amar se aprende amando. “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

Rose Domingues - Jornalista

Dúvidas

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos ganhar por medo de tentar.

William Shakespeare